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O Político Ético


O Político Ético
A afirmativa liderança de Mario Lima, aglutinou várias forças políticas em torno de seu nome, que lhe convenceram a se candidatar ao cargo de Deputado Federal nas eleições gerais de 1962. Concorreu e foi vitorioso obtendo uma expressiva votação, já no seu 1º mandato, empossando-se em abril de 1963; tendo exercido-o com coerência, ética e dentro dos princípios democráticos, sempre posicionando-se em defesa dos injustiçados e da PETROBRÁS. Em abril de 1964 estabeleceu-se no Brasil um regime político de exceção, através de um golpe militar, levando Mário Lima e muitas outras célebres personagens brasileiras ao cárcere. Depois de passar quatro meses preso nos quartéis do Barbalho e Amaralina de Salvador, em agosto de 1964 foi transferido para a Ilha Fernando de Noronha.

Lá sofreu pressão psicológica, uma forma de tortura aplicada pelos militares, até mesmo quando o general Lyra Tavares dissera ao seu advogado, Raul Chaves, que, estando sob o seu comando, todas as decisões da justiça seriam cumpridas. Quando houve o segundo “hábeas corpus”, dessa vez concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Mário Lima foi liberado, porém permaneceu na ilha por quase uma semana, aguardando vôo para Recife.
Chegou em Salvador no ano de 1965, mas não conseguia emprego, pois tinha sido demitido por abandonar a empresa (essa era a afirmativa oficial). Foi para São Paulo a procura de trabalho, nada conseguindo, já à época com quatro filhos. Seguiu então, com o apoio de amigos, para Londrina/PR, lá permanecendo até 1968, quando, com a edição do AI-5, reabriram-se os processos contra ele, sendo intimado a depor em Salvador. Em 27 de setembro de 1969 foi condenado a três anos de prisão, pela Auditoria da 6ª Região Militar em Salvador. Passou com isso a viver na clandestinidade. Seu advogado aconselhava-o a ir para o exterior ou que se apresentasse, tendo em agosto de 1970, escolhido essa última opção, que o levou para a Casa de Detenção, e depois para a Penitenciária Lemos Brito. Em agosto de 1971 foi absolvido pelo STM e libertado; em 1982, foi anistiado, conseguiu retornar à PETROBRÁS, voltando inclusive à presidência do Sindipetro e a política com seu 2º mandato de Deputado Federal e em 1986 foi eleito para seu terceiro mandato, desta feita como Deputado Federal Constituinte; na elaboração da Carta Magna da Nação, foi o redator/relator do capítulo dos “direitos dos trabalhadores e servidores públicos”. Permaneceu na PETROBRÁS até 10 de julho de 2009, quando nos deixou e passou para outra dimensão.






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